– Quando o último rio secar,
a última árvore for cortada
e o último peixe pescado,
eles vão entender ,
que dinheiro não se come.
(Cacique Seattle)
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Foto: Reprodução / Arquivo Ceará no Clima |
– Neste dia 15/02, venha conosco dialogar e protestar na Tribuna Livre "Brumadinho: Até Quando?", foi com esse chamado que o Ceará no Clima convidou para o ato realizado nesta sexta-feira, na Praça do Ferreira em Fortaleza.
O objetivo do ato foi dialogar com as pessoas sobre os crimes socioambientais com os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho ocorridos no intervalo de três anos em Minas Gerais, que vitimou pessoas; devastou os rios Doce e Paraopeba; dizimou animais e grandes extensões das áreas florestadas no entorno e abalou as economias locais, e ainda, trazendo diversos tipos de doenças para as comunidades afetadas.
No dia 5 de novembro de 2015, Bento Rodrigue foi primeira localidade de Mariana (MG) a ser atingida pelo mar de lama que jorrou da barragem de Fundão; 35 milhões de m³ de lama de rejeitos de minério vazaram da barragem no rompimento. 17 pessoas morreram e os corpos foram localizados; duas ficaram desaparecidas no maior desastre ambiental do Brasil.
Em Brumadinho foram confirmadas as mortes de 166 pessoas e 155 continuam desaparecidas. A Barragem do Feijão, da Vale, se rompeu no dia 25 de janeiro de 2019, matando pessoas, exterminando flora e animais; destruindo parte dos prédios da mineradora, casas, estradas e pontes, contaminando com lama/lixo tóxico o Paraopeba, um dos rios afluentes do Rio São Francisco.
A manifestação também alertou para os graves riscos da mineração no Ceará, especialmente, o caso da mina de extração de urânio e fosfato no município de Santa Quitéria que, recentemente, teve o pedido de licenciamento ambiental negado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama, para a instalação de um complexo industrial de mineração e beneficiamento destes minérios. O empreendimento também incluía uma barragem de rejeitos, que deveria ser construída na região da mina de Itatira – com extensão semelhante àquelas que romperam em Mariana e Brumadinho.
Veja o vídeo com a fala do Professor Alexandre Costa
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Foto: Reprodução / Arquivo Ceará no Clima |
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Foto: Reprodução / Arquivo Ceará no Clima |
Nota do Ceará no Clima socializada nas redes e nas ruas
NÃO FOI ACIDENTE!
NÃO FORAM ACIDENTES!
FORAM CRIMES!
JUSTIÇA PARA MARIANA E BRUMADINHO!
Edição:
Janete Melo
NÃO FORAM ACIDENTES!
FORAM CRIMES!
JUSTIÇA PARA MARIANA E BRUMADINHO!
Edição:
Janete Melo