quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Debate sobre os 40 anos do Massacre do Araguaia: a história dos gaúchos integrantes da Guerrilha


O movimento guerrilheiro no Araguaia começou no fim dos anos 60 para lutar contra a ditadura civil-militar.

Para dizimar o grupo, que contava com menos de 100 pessoas, o governo enviou à região cerca de 5 mil militares, que deixaram 67 guerrilheiros e um número indeterminado de camponeses mortos, sem sepultura e certidão de óbito. Muitos corpos continuam desaparecidos até hoje.

O massacre do Araguaia foi um brutal crime de lesa-humanidade cometido pelo Estado brasileiro, com apoio de setores da sociedade civil, que precisa ser debatido e denunciado, para gerar a consciência de que esta violência tem reflexos e está presente até os dias de hoje.

É esta a proposta do debate sobre os 40 anos do massacre do Araguaia.

Além disso, dia 13 de dezembro, data do evento, foi a data de entrada em vigor do Ato Institucional nº 5, de 1968. Através do AI-5, o mais autoritário de todos os atos institucionais, a ditadura radicalizou a censura à imprensa, à música, à literatura, às artes em geral. O habeas corpus foi abolido. E foi a partir desse período que se intensificou o treinamento dos agentes do Estado sobre técnicas de tortura.

Convidamos todos para o debate, que iniciará às 15h, na Câmara de Vereadores de Santa Maria.


Palestrantes:
Lino Brum Filho – jornalista e familiar de desaparecido no Araguaia
Mercês Castro – advogada e familiar de desaparecido no Araguaia
Deusa Maria de Sousa – historiadora
Hugo Studart – historiador e jornalista
Ivan Cláudio Marx – procurador do Ministério Público Federal

Data: 13 de Dezembro de 2013
Horário: 15 horas
Local: Câmara de Vereadores de Santa Maria

Organização: Comitê Santamariense pelo Direito à Memória e a Verdade


Compartilhado por Mercês Castro

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