segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Grandes cidades investiram na revitalização dos rios


Maioria adotou mudanças na legislação para acabar com o despejo de dejetos industriais e criar programas permanentes de limpeza

O Estado de S.Paulo

Nas últimas décadas, esforços pela limpeza dos rios nas grandes cidades têm ocorrido em todo o mundo, motivados pelo aumento acelerado dos dejetos jogados nos cursos d'água que acompanhou a crescente industrialização a partir da 2.ª Guerra.

O caso mais célebre é o do Rio Tâmisa, que divide Londres e foi considerado biologicamente morto em 1957, após décadas de sujeira crescente. A mudança ocorreu com leis que proibiram o lançamento de dejetos por empresas e no tratamento de esgoto da capital britânica. Hoje o Tâmisa está mais limpo que há 150 anos e abriga 125 espécies de peixes e mais de 400 de invertebrados.

Outro grande rio europeu que foi revitalizado é o Reno, que corta nove países, entre eles a Alemanha. Antes chamado de "o esgoto aberto da Europa", a limpeza começou em 1987 e hoje a poluição caiu em 90%. O resultado foi a volta dos peixes.

A Coreia do Sul também fez um esforço gigantesco de revitalização de rio. Desde os anos 1970, o Rio Cheonggyecheon, que passa pela capital Seul, estava coberto por vias expressas, que finalmente foram demolidas em 2003. Cerca de US$ 1 bilhão foi gasto em dois anos para restaurar o curso original do rio e desviar o trânsito. Com isso, houve melhorias ambientais palpáveis: a qualidade do ar subiu, as temperaturas no verão caíram e várias espécies de peixes, pássaros e insetos retornaram ao local. Essas melhorias também atraíram investimentos para o centro da cidade e mais de 50 milhões de turistas apenas nos dois anos seguintes à iniciativa.

Outro rio que foi despoluído nos últimos anos é o Nura, no Cazaquistão. O governo local, com apoio do Banco Mundial, promoveu a limpeza de cerca de 3,5 mil hectares, área que havia sido atingida por uma fábrica de borracha sintética que, entre 1950 e 1997, despejou mercúrio nas águas do rio. Desde 2007, o Centro Hidrometeorológico do Cazaquistão faz o monitoramento ambiental do rio, beneficiando mais de 170 mil pessoas.

Proteção permanente. Outras cidades instituíram programas permanentes de limpeza de seus rios. A capital dos Estados Unidos, Washington, é uma delas. Planejado desde 1998, seu programa de limpeza foi aprovado em 2004 e desde então reduz o despejamento de esgoto nos Rios Potomac e Anacostia e no Riacho Rock. Para isso, conta com uma grande infraestrutura preexistente, com estações de tratamento e represas, e novos projetos especiais para as épocas de chuva forte, que capturam e limpam a água.

A Cidade do Cabo, na África do Sul, também instituiu um programa especial para a limpeza do Rio Elsieskraal, que corta o município. Desde outubro do ano passado, a cidade montou uma equipe de quase 500 pessoas para identificar problemas e organizar ações regulares de limpeza, que incluem a retirada de plantas invasivas e de lixo e o conserto de vazamentos de esgoto.


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