quinta-feira, 30 de junho de 2011

Biomas Brasileiros - Pantanal



A Planície do Pantanal ocupa quase toda metade oeste de Mato Grosso do Sul e sudeste de Mato Grosso (quase 80% de toda a área do bioma Pantanal está situado nesses dois estados) se estendendo para além do território brasileiro, alcançando áreas da Bolívia, Paraguai e extremo norte da Argentina, recebendo a denominação de “Chaco” nesses países. É a maior planície inundável do planeta.

As terras pantaneiras são muito planas e baixas (altitude média de 100 m), constituindo-se numa grande depressão interior do continente, que é largamente inundada no verão. Recebem o nome de “cordilheiras”, os pontos mais elevados da planície, que ficam a salvo das cheias e “baías” ou “lagos” as partes mais baixas.

O Complexo Pantanal é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, com 250 mil km² de extensão. Chama-se complexo pelo fato de a região ter mais de um pantanal dentro de si (são 7 no total). Divide-se em duas regiões:

  • Pantanal Norte ou Pantanal Amazônico (Mato Grosso) localiza-se na Amazônia Legal.
  • Pantanal Sul ou Pantanal Maior (Mato Grosso do Sul) possui a maior área.




O Pantanal teve sua origem da separação do oceano há milhões de anos. É comum a presença de animais do ambiente marinho também em terras pantaneiras. A lentidão de drenagem das águas que fluem pela região do médio Paraguai, num local chamado Fecho dos Morros do Sul, resulta  na área alagada do Pantanal.

O bioma Pantanal é uma das maiores extensões (secas) contínuas do planeta, tendo sua planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de extrema beleza e abundância. No período das chuvas, entre outubro e fevereiro, o Pantanal fica praticamente intransitável por terra, mas no restante do ano o solo fica seco e coberto por gramíneas e vegetação de cerrado.

A vegetação do Pantanal é um verdadeiro mosaico de cinco regiões distintas: Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Floresta Amazônica e “Chaco” (boliviano, paraguaio e argentino). Durante a estação seca, as temperaturas podem chegar a níveis abaixo de 0 ºC, registrando geadas em função dos ventos originários do sul do continente. Nesta época os campos adquirem tons amarelados.


A camada de lodo nutritivo que permanece no solo após os períodos das inundações, é que permite o desenvolvimento de uma flora tão rica. Nas partes mais baixas, a predominância é de gramíneas, que são utilizadas como áreas de pastagens para o gado – A pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal.

Nas altitudes médias, a vegetação de cerrado predomina, com árvores de porte médio, entremeadas por plantas rasteiras e arbustos. Um pouco mais acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato. As árvores desenvolvem maior porte, como: ipê, aroeira e angico.

O clima árido e seco torna a paisagem bem parecida com a vegetação da Caatinga, com espécies típicas que podem ser encontradas em maiores altitudes, como: figueiras, aroeiras, mandacaru, piúvas (famílias dos ipês de flores amarelas e róseas), orquídeas, palmeiras e plantas aquáticas. Nas partes ainda mais altas, como topos de morros, os tipos encontrados são: gravatás, mandacarus e barrigudas.Há ocorrência de vitória-régia, típica da Amazônia. Das espécies endêmicas, que são poucas, está o carandá, planta semelhante à carnaúba.

Imensas áreas são cobertas por batume, plantas flutuantes do tipo salvinha e aguapé. Essas plantas são transportadas pelas águas dos rios e ao se juntar formam belas ilhas verdes, chamadas de camalotes. A vegetação aquática é de fundamental importância para a vida neste bioma. Em torno das margens mais elevadas a palmeira acuri forma uma floresta de galerias com árvores do tipo: jenipapo, figueiras, embaúba e pau-de-novato.

É impressionante a diversidade na fauna e na flora. De acordo com a ONG WWF Brasil, registram-se no Pantanal 1.132 espécies de borboletas, 122 de mamíferos, 656 de aves, 93 de répteis e 263 de peixes.  


A fauna, muito rica, considerada a mais importante do planeta, possui 656 espécies de aves, mais de 1/3 de todas as espécies de aves brasileiras (1.800 já catalogadas). As espécies de aves pantaneiras são: socó, beija-flor, tucano, periquito, garça-branca, curicaca, carcará, gavião, papagaio, colhereiro, seriema, ema e jaçanã. Dentre as espécies está o tuiuiú (ave símbolo do Pantanal). A mais ameaçada é a arara-azul-grande que corre risco de extinção.  

Das 122 espécies de mamíferos já catalogadas, as principais são: onça-pintada, capivara, lobo-guará, macaco-prego, veado-campeiro, veado-catingueiro, bugio, cervo-do-pantanal, porco-do-mato, cachorro-do-mato, anta, ariranha, quati, tatu, suçuarana e bicho-preguiça.

Entre as 263 espécies de peixes destacam-se: piranha, pacu, jaú, piau, piraputanga, pintado, dourado, curimbatá e cachara. Os répteis principais com 93 espécies já catalogadas são: jacarés (jacaré-do-pantanal, jacaré-de-coroa); cobras (sucuri, jararaca, jiboia e cobra-d`água); quelônios (cágado e jabuti) e lagartos (calango-verde e iguana).

Referências:
SHNEEBERGER, Carlos Alberto; FARAGO, Luiz Antonio. Geografia do Brasil. 1ª. Ed – São Paulo – Rideel 2003
NINNI, karina; ANDRADE, Ivanise. Pantanal na berlinda. Caderno Planeta. Jornal O Estado de São Paulo. 22 de março de 2010.
Links:http://www.wwf.org.br ;  http://www.ibge.gov.br

Dedicamos este post a Paul Williams - The Iron Ammonite

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