domingo, 17 de abril de 2011

Terra - Processos Geodinâmicos Internos

No planeta Terra as forças exógenas e endógenas derivadas de diferentes fontes de energia modelam a superfície do planeta, numa constante busca de equilíbrio que já monta mais de quatro bilhões de anos. As forças geodinâmicas externas e internas interagem produzindo distintas topografias. É a interação da litosfera móvel terrestre com os fluidos da atmosfera e hidrosfera que permitem a formação de uma variada paisagem, única no Sistema Solar. Esta peculiaridade geodinâmica, em termos comparativos, mostra que a Terra é o planeta que apresenta a maior quantidade de desníveis topográficos e as mais variadas formas de relevo.



Caso inexistisse uma dinâmica interna e apenas os agentes externos atuassem sobre a sua superfície sólida, o planeta seria coberto por um único oceano cuja profundidade deveria ser de aproximadamente 2,6km. Na realidade, os oceanos cobrem 71% da superfície do mundo de tal forma que a profundidade é bem maior que 2,6km; em média 3,8km. Essa profundidade é, contudo, muito irregular, sendo a maior, de 11.033m na fossa Challenger, nas Marianas, a sudoeste do Pacífico.

As terras emersas ocupam 29% da superfície do planeta, com média de 840m acima do nível do mar e com 8.848m no ponto mais elevado (Pico Everest, no Himalaia). Deste modo, a maior diferença altimétrica registrada no planeta, entre o ponto mais alto e mais profundo fica em torno de 20km. Apenas como comparativo, Vênus, o planeta mais semelhante à Terra, tem relevo de apenas 13km.


Mais de 65% da superfície sólida da Terra é formada por crosta oceânica com idades inferiores a 200 milhões de anos, indicando ser esta, continuamente renovada e com respeito ao tempo geológico, extremamente jovem. Esta topografia, em grande parte, é o resultado de processos de diferenciação que produzem crosta oceânica e continental respectivamente. Porém, idades superiores a três bilhões de anos são encontradas em alguns continentes. 

Os processos internos são todas as atividades que envolvem movimentos ou variações químicas e físicas das rochas, no interior da Terra. O decaimento radioativo de isótopos instáveis, provenientes basicamente do calor interno da Terra, produz a energia que induz estes processos.  A energia derivada de reações nucleares propicia a formação dos grandes relevos terrestres, como as Cordilheiras meso-oceânicas, as Rochosas, os Alpes, os Andes, o Himalaia, e as fossas. Além disso, o magmatismo que produz plútons e vulcões, os fraturamentos da crosta, os terremotos, os dobramentos e a mobilidade das placas litosféricas estão relacionadas a esta energia produzida no interior do planeta.


A magnitude espacial dos principais componentes do relevo terrestre varia significativamente em escala segundo suas dimensões, estando os mais representativos associados aos fenômenos endógenos. O relevo não é criado instantaneamente, e tampouco suas variações dimensionais são constantes. Milhões de anos são necessários para que as montanhas sejam erguidas ao passo que em poucos minutos se formam marcas de ondas na areia da praia.


Fontes:
-Geografia Geral - Teoria e Prática - 1a.Edição 
 Schneeberger e Farago - Ed. Rideeel - 2003
-Geomorfologia - Uma Atualização de Bases e Conceitos 
 5a. Edição -Guerra e Cunha - Ed Bertrand Brasil - 2003

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