quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Chuvas: muita água, poucos caminhos


Da noite de ontem até o amanhecer de hoje em Fortaleza, choveu mais que todo o volume de chuvas esperado para o mês de janeiro. A média histórica é de 127 milímetros, mas apenas nesta noite foram registrados 135 milímetros. Relâmpagos, trovões e muita, mas muita água, assustaram a população. 

Os estragos só puderam ser observados com o clarear do dia, ruas alagadas, casas em situação de risco, pontos comerciais com desabamento de teto, órgãos públicos com danos, inclusive a papéis de grande importância, transformadores elétricos danificados, bairros inteiros sem energia, crateras abertas, que de tão grandes, em alguns lugares chegaram a engolir veículos. Pior de tudo, muita gente desabrigada.

Durante todo o dia de hoje, por onde andava, eram vários os comentários, sempre tratando dos momentos de medo e apreensão com transtornos causados pelo evento meteorológico, que ainda poderá se repetir nas próximas horas ou dias.



Mas, será que a Natureza é a grande responsável por tantos estragos? As autoridades negligenciaram a possibilidade de um volume de chuvas precipitarem em tão curto espaço de tempo? Obras públicas foram mal planejadas? As pessoas construíram em áreas inadequadas? A nossa falta de respeito com o meio ambiente é o maior vilão de ocorrências tão graves assim? Ou todos os fatores são determinantes?

O grande acúmulo de lixo em bueiros e corpos hídricos torna quase impossível um escoamento rápido das precipitações. Para onde a água poderia escoar com tantos obstáculos em seu caminho natural?

Todo dia testemunhamos pessoas jogando lixo nas ruas, lançando garrafas plásticas e latinhas pelas janelas de seus automóveis ou transportes coletivos, descartando o lixo doméstico em horários não determinados para a coleta feita pelas empresas de limpeza urbana, até móveis e eletros podemos ver abandonados em vias públicas.
São jovens, idosos e crianças que ainda não entenderam que o lixo jogado nas ruas sempre volta para dentro de casa, seja através da água suja que não consegue escoar ou através de doenças causadas pela infestação de insetos e ratos. É a força da Natureza aliada à insensatez humana e seu desprezo pelas questões ambientais, que causam esse rastro de destruição, morte e muita dor. Não somente em Fortaleza, em todo o Brasil e em várias partes do Planeta.

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